Arquivo mensal: janeiro 2012

What the foca?!

Está claro que os sites de busca (leia-se Google) são uma importante fonte de visitas para um blog. Logo, caso o blogueiro se importe com esse tipo de acesso, é importante fazer uma boa escolha para os títulos de cada publicação, evitar conteúdo duplicado (reprodução de textos de outra página da internet na íntegra) e fazer uso de marcações com palavras-chave, as chamadas “tags”.

No entanto, os nossos queridos sites de busca também “inventam” meios de indicar o seu blog para buscas… Digamos… TOSCAS, o que me põe em choque, pois afinal de contas, se o Google indicou a página para essa busca, alguma relação existe… =S

Abaixo, listei alguns dos termos através dos quais o nosso blog foi acessado, seguidos de uma breve análise.

manos con boca

Eu me pergunto: O que diabos esse infeliz queria achar buscando por “manos con boca”?!
A população de “manos sen boca” anda tão em alta para ele precisar assinalar que queria apenas os “COM boca”?!

grito sedutor

Por favor, se alguém souber me dizer o que caracteriza um “grito sedutor”, favor me contatar por e-mail que esse eu quero aprender!

será que o destino me atingiu

Essa eu tive que perguntar para o Robô Ed


É… O Robô Ed também não sabe, amigo…

cozinhando comigo

Essa eu achei curiosa. Será que o ser que buscou isso queria achar algo de alguém cozinhando COM ELE?! Será isso mesmo, produção?! O Google reconhece o autor das buscas e eu não estava sabendo?

hoje eu acordei tão bandida

… E aí resolveu procurar o que os astros diziam sobre isso no Google?

como começar escrever um texto introdutório

Seja o que for o que esse sujeito irá escrever, tenho certeza que ficará ÉPICO!
O cara teve dúvidas logo ao COMEÇAR a escrever um texto INTRODUTÓRIO! Imagine o que não vem pela frente?!

coado a cacaba o modo

1-      WTF?????

2-      Google: Por que o meu blog está nos resultados dessa busca?!!

paulo coelho morning glory

Sabia que o Noel Gallagher tinha pedido ajuda para alguém na hora de escrever essa música…

jn fernanda ferreira vespa voa e pica mercado

Alguma Fernanda Ferreira se habilita a explicar essa busca?!

nao quero ser inconveniente mas so penso em você

Magina, seu fofo… Fique à vontade para dizer o que sente!

desculpe a insistência, não quero ser inconveniente

Ok brother, você já está sendo. ¬¬’

desculpe-me nao sou exclusivo

Ui! Ele não é exclusivo…

não sou exclusivo e nem quero ser

O Google duvidou da primeira vez que você disse que não era exclusivo?!

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Espero que, de alguma maneira, o nosso blog os tenha ajudado a encontrar o que buscavam… Do contrário, pelo amor de Deus, que fique bem claro que a culpa é do Google! (ou de quem pesquisa!!)

Nicolas Iory

Michel Teló – Um “exemplo de vida”

Após ser matéria de capa na Época, fazer apresentações em todos os programas de auditório da Europa e ser personagem de uma pancada de matérias em nossos programas dominicais, o “cara-do-ai-se-eu-te-pego”, hoje conhecido como Michel Teló, ocupou uma boa parcela da nossa Fantástica revista eletrônica semanal para apresentar seu videoclipe in english e brincar de ser famoso na Europa.

Foi acompanhando todo esse frisson telóriano nas mídias mundo afora que a minha senhora comentou algo como “acho que  essa ‘Ai se eu te pego’ deve ser a música mais comercial de todos os tempos”. O que me pôs a pensar.

Na hora eu achei exagero mas, fazendo uma análise um pouco mais refinada, vejo que é realmente difícil de ter havido uma música tão “feita para pegar” como essa do ‘Miló’.

Explico.

“Ai se eu te pego” consegue aliar uma letra absolutamente simples, fácil de se decorar e que traz um teor bem humorado e sexualista – o que é sempre uma boa pedida para o sucesso – com  um ritmo alegre e de grande potencial coreográfico, se valendo de um “passinho” que não exige grande desenvoltura corporal e é sempre divertido.

A diversão é justamente uma das grandes tônicas de “Ai se eu te pego”, exponenciada pela facilidade que esse hit possui em “grudar na cabeça”, como diriam os mais velhos.

Isso tudo é auxiliado pela imagem do próprio Michel Teló [assim você me mata!], que é um cara boa pinta (sejamos justos) e se vale de um visual descolado. Ponto para ele.

Mas o que realmente leva essa música a ser um acontecimento mundial é um fator que eu chamarei de TRADUZIBILIDADE.

“Ai se eu te pego” consegue concentrar a ideia principal (e única) de toda a música em apenas duas ou três frases, todas elas extremamente simples e com verbos no presente do indicativo.

Embora muitos outros hits sigam preceitos semelhantes, a música do cara-do-ai-se-eu-te-pego, que na verdade foi escrita pela mulher-da-dança-do-quadrado, conseguiu sintetizar isso como nenhuma outra, de modo que habilitou qualquer um que possuísse conhecimento mínimo de português + qualquer outro idioma ocidental a adaptar a letra para outro país, mantendo todos os outros fatores da música.

Então, a começar pela versão  “Oh,if I catch you”, do próprio “Miló”, o ritmo já foi incansavelmente copiado/ adaptado/ reproduzido e demais ações semelhantes mundo afora, se tornando um ritmo brasileiro mais conhecido que o próprio samba, possivelmente.

E é por toda a complexidade dessa “fórmula”, certamente desconhecida pelo próprio Michel Teló, que eu considero muito sensato nos contermos de apenas criticar sua música para também reconhecermos o feito desse brasileiro. Embora eu ainda torça para que ele finalmente consiga ‘pegar’ essa tal ‘Delícia’ para ver se finalmente teremos um pouco de paz.

Sociedade brasileira e seus valores... (fonte: http://bit.ly/ygTKxx)

Nicolas Iory

Se bem que…

fonte: http://migre.me/7xfV9

Eu sigo apreciando a paisagem da tropical vereda que venho percorrendo, e não é porque cansei de correr. A culpa da minha inesperada pausa é a boa sensação de descansar os pés calejados, é a paz que se sobrepõe após o silêncio da fadiga e, em menor parte, é a suave brisa que só sinto quando estou recluso.

Poderia ter descoberto tamanho prazer antes, se não fosse a mania metropolitana do agito, que tomava conta de mim até pouco tempo (alguns minutos). Eu corri, eu não esperei e eu atropelei de olhos fechados, para fazer jus ao provérbio, e fazer o coração não sentir. E tudo foi por receio de ficar pra trás.

Me poupo de minhas próprias lamúrias, mas vale ressaltar que: pobre de mim! Só descobri agora que sentir o momento, em cada detalhe que lhe consagra, vale “uma, talvez duas, mas não mais que três” viagens ao paraíso momentâneo que pode, eu sei, se desfazer num piscar de pálpebras, num fazer castelos de areia em praia onde a maré ameaça subir.

No entanto, larguei mão da ânsia de segurar tudo sozinho e de agarrar as (des)oportunidades mesmo estando como um caminhão cegonha saturado (nota mental: pensar em metáforas melhores). Portanto, eu parei. Parei de andar, de fazer, de querer, de saber e de morrer. Estou paralelo à sombra de uma estátua. Contudo, sinto que está passando, e que dentro de alguns minutos, voltarei a CAMINHAR pela tropical paisagem e deixar a inércia ártica das geleiras.

Se bem que, não me importaria de ficar assim por mais algum tempo, mas a vida pede movimento…

Bruno

Obra de um poeta vadio

Do tempo – atempo.
Contratempo, contra o tempo.
Passatempo.
Tempo.
Então o medo…
Cedo, vendo o arvoredo.
Brinquedo azedo, enredo-desenredo.
Medo.

Se desespero, claro, altero.
Do bolero, me apodero.
Se altero, me desespero.
No desespero, te considero.

Busquei pensamento,
Obtive esquecimento.
Abastamento, abastardamento.
Abatimento.

Realmente…
É o maior barato esse tal dicionário de rimas online!

Nicolas Iory

Breve elucidação: bem breve.