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Estavam a pensar, estes que vos escreve, em um texto introdutório original…

Ser pensante 1:
 Sabe o que me passou pela cabeça como texto inicial para o blog?!

Não sei, talvez ficasse atrativo “copiarmos” essa conversa a partir do momento em que eu digo “sabe o que me…” e estruturarmos em forma de diálogos.

Parece ridículo, mas acho que é um bom modo de mostrarmos aos que se perguntam: “o que há de novo na blogosfera?!”. Sim, uma dupla. Isso pode não ser inédito, mas é o que há de novo.

Ser Pensante 2:
Na verdade, isso me remete a uma discussão sobre o que seria, de fato, a originalidade. Ela realmente existe ou trata-se de apenas um “termo” para definir aquilo que se renova baseando-se em experiências já existentes?

O homem existe “só” há alguns milhares de anos. Quantas coisas ele já inventou, já fez… A cada instante, nosso “cerebrum” procura pensar em algo original, tudo em busca da “Grande Idéia”. Mas será que é possível fazer algo realmente novo sem se basear em perspectivas já pensadas no passado?

Ser Pensante 1:
Talvez por que a ideia de “cópia” e “originalidade” seja muito estereotipada, tendo sido criada uma espécie de “tabu” acerca delas. Isso impede as pessoas de perceberem que, justamente, todos nós somos “a cópia de tudo o que vivemos”. A influência de fora é natural e irremediável. Não há como ignorar tudo o que foi visto.

Aceitação, tenhamos. Assim como já disseram por aí: “o novo já nasce velho”.

Talvez possamos reciclar idéias, “inventar” não é o objetivo. Sejamos genuinamente legítimos em nossas reflexões, devaneios e façamos assim, com que se instale nossa Santa Balbúrdia!

Talvez, a noção de iniciar o blog com essa conversa não seja, realmente, original.

Ser Pensante 2:
A “cópia de tudo que vivemos” e as “influências de fora” mencionadas fazem alusão ao etnocentrismo. É inevitável que sejamos influenciados pela nossa cultura ou modo de vida. A cultura de uma sociedade representa os pensamentos e a “visão de mundo” dessa sociedade. Quando um homem vê o mundo fora de sua cultura, ele acha estranho. Se ele acha estranho, trata-se de algo novo para ele. E o que é novo, é original.

Na atual “cultura” da blogosfera, o normal seria iniciar o texto introdutório com a tradicional metalinguagem – falando do nome ou dos motivos que nos levaram a fazer este blog. Talvez, introduzir a sucessiva produção de textos com uma discussão, não seja original para outras “culturas” (vide os diálogos de Platão e Sócrates), mas para o meio em que o blog está inserido, soa como algo “estranho”, logo, original.

Ser Pensante 1:
Se “medirmos pela régua” da blogosfera, é, sim, fora do ordinário.

Mas é mesmo com essa “régua do meio em que estamos inseridos” que devemos medir até onde somos ou não somos originais?

Ser Pensante 2:
Devemos usar a “régua” que nos convém. Eu, assim como a maioria, quero ser original. O caminho mais fácil para isso é optar por definir a originalidade baseando-se apenas em um meio. É mais fácil. Querendo ou não, é natural do ser humano argumentar com a “medida” que mais lhe é conveniente no momento. Ser original em apenas uma cultura é algo fácil de atingir. Sendo assim, opto pelo mais fácil.

[…] E assim, “facilmente”, instaurou-se a “Santa Balbúrdia”!

Momento de interatividade: Tente adivinhar quem são, respectivamente, os seres pensantes 1 e 2. Daremos a resposta dentro de algumas horas.

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